O presidente da MMX, empresa de mineração do grupo EBX, do empresário Eike Batista, admitiu hoje que o grupo encontra problemas para obter crédito e a companhia passa por um momento de dificuldades.
Carlos Gonzalez diz que o impasse agrava a situação da MMX, que também enfrenta outras dificuldades como as oscilações do preço do minério de ferro. Ontem, a mineradora de Eike anunciou prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões primeiro trimestre, ante lucro de R$ 49,3 milhões há um ano. O Ebtida (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização no período) foi de R$ 6,26 milhões no período, retração de 11% na comparação anual.
"Além da revisão de plano de negócios, estamos buscando melhorias e aumento de eficiência", afirmou Gonzalez em teleconferência com analistas. A companhia anunciou neste mês a alteração no plano de negócios para reduzir o risco de execução financeira do projeto de expansão de Serra Azul. O objetivo é preservar seu caixa, de R$ 1,2 bilhão.
A expansão de Serra Azul prevê investimentos de R$ 4,8 bilhões, sem considerar possíveis contingências e benefícios fiscais. A usina de beneficiamento e suas estruturas já estão licenciadas, já a barragem de rejeitos estão em processo de licenciamento ambiental. A previsão era de que a licença sairia até agosto, mas o prazo foi estendido para dezembro.