As exportações brasileiras reagiram na semana passada, quando registraram, pela média diária, o segundo melhor desempenho deste ano. O fato levou a balança comercial brasileira (vendas externas menos importações) a retornar ao azul no início de maio, segundo números divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Em abril, o saldo comercial ficou negativo (com mais importações do que importações) em US$ 994 milhões. Foi o pior mês de abril da série histórica do Ministério do Desenvolvimento.
Na semana passada, com apenas dois dias úteis, o saldo comercial ficou positivo em US$ 409 milhões, resultado de exportações de US$ 2,31 bilhões, com média diária de US$ 1,15 bilhão, ao mesmo tempo em que as compras do exterior totalizaram US$ 1,9 bilhão - com média de US$ 950 milhões por dia útil.
Exportações e importações
Os números oficiais mostram que o saldo positivo da balança comercial foi registrado, principalmente, pelo bom desempenho das exportações. A média diária da semana passada, de US$ 1,15 bilhão, foi a segunda melhor deste ano, perdendo apenas para a primeira semana de março (média de US$ 1,2 bilhão por dia útil).
"Nas exportações, comparada a média da primeira semana de maio de 2013 com a de maio de 2012 (US$ 1,05 bilhão), houve aumento de 9,5%, em razão do crescimento das exportações de produtos manufaturados (+21,8%, de US$ 355,4 milhões para US$ 433,0 milhões), por conta de automóveis e autopeças, suco de laranja não congelado, açúcar refinado, hidrocarbonetos, etanol e tratores, e básicos (+13,4%, de US$ 538,6 milhões para US$ 611,1 milhões) por conta de farelo de soja, minério de ferro, carne bovina e suína e soja em grão", informou o Ministério do Desenvolvimento.
Por outro lado, acrescentou o governo, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-33,8%, de US$ 135,9 milhões para US$ 90,0 milhões), por conta, principalmente de óleo de soja em bruto, ferro fundido, semimanufaturados de ferro/aço e açúcar em bruto.
Já as importações registraram crescimento menor, de 3,3%, contra maior do ano passado, por conta do aumento de gastos, principalmente, com aparelhos eletroeletrônicos (+67,3%), adubos e fertilizantes (+50,2%), plásticos e obras (+35,9%), instrumentos de ótica e precisão (+15,5%) e veículos automóveis e partes (+12%).