A produção brasileira de aço bruto deve crescer este ano 5,8% em comparação com a do ano passado, totalizando 36,5 milhões de toneladas, de acordo com projeção divulgada hoje (7) pelo Instituto Aço Brasil (IABr). Do mesmo modo, o consumo aparente do produto (a soma das vendas com as importações) tem aumento estimado de 4,2%, alcançando 26,2 milhões de toneladas.
Segundo o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes, as estimativas consideram uma expansão de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de bens e serviços produzidos no país. Ele advertiu, entretanto, que caso o PIB cresça abaixo desse patamar, os números poderão ser revistos. Pesquisa do Banco Central realizada semanalmente com analistas do mercado financeiro e divulgada no boletim Focus, mostra que a expectativa de crescimento é de 3%.
As vendas para o mercado interno devem atingir 23,2 milhões de toneladas, com ampliação de 7,6% em relação a 2012. Para as exportações, são esperados 8,9 milhões de toneladas, uma queda de 8,8%. Também para as importações, a estimativa é de queda (-15,4%), com um volume de 3,2 milhões de toneladas.
No primeiro trimestre deste ano, a produção de aço bruto caiu 4,4% na comparação com o mesmo período do ano passado e as importações sofreram retração de 15,4%. Em consequência, o consumo aparente teve queda de 1,7% e as vendas internas cresceram somente 1%. O presidente do Conselho Diretor do instituto, Albano Chagas Vieira, lembrou que, por outro lado, as chamadas importações indiretas, isto é, de aço contido em bens, expandiram 16,6%, “o que sinaliza transferência de renda e emprego para outros países e o aprofundamento das dificuldades do setor”.