O mercado financeiro elevou a estimativa de inflação para 5,80% para este ano e para o ano que vem. Antes, os economistas previam aumento de 5,71% em 2013 e de 5,76% para 2014. As informações constam do Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) baseado em consultas de mais de cem instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.
Inflação
A previsão de aumento da inflação veio após a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que serve de parâmetro pelo governo para controle dos preços.
Em abril, o IPCA teve alta de 5,5%, número acima do esperado pelo mercado. Em 12 meses, a inflação ficou em 6,49%; em março, o dado superou a tolerância máxima da meta do Banco Central de 6,5%, ficando em 6,59%.
Sobre a estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), a inflação subiu de 4,92% para 4,95%, neste ano, e de 5% para 4,95%, em 2014.
Juros
Os analistas consultados mantiveram a previsão de aumento da taxa básica de juros - a Selic - em 0,25 ponto percentual, dos atuais 7,5% para 7,75% neste mês. Para o fim deste ano e do próximo, a previsão se manteve em 8,25% ao ano. A Selic é usada pelo BC como instrumento para controle da inflação.
PIB
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa o conjunto de bens e serviços produzidos pelo país, continuaram em 3% para este ano e de 3,5% para 2014. A estimativa é um pouco menor que a do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que prevê um crescimento do PIB entre 3% e 4% em 2013.
Câmbio
Dados do boletim estimam que o câmbio para o fim deste ano seja de R$ 2,01 por dólar, leve alta ante os R$ 2 previstos anteriormente. Ao fim de 2014, a previsão dos analistas para o dólar é de R$ 2,05.
Balança comercial e investimentos estrangeiros
Segundo o relatório desta última semana, o superávit da balança comercial, isto é, a diferença entre exportações e importações, em 2013, ficará em US$ 9,05 bilhões. Antes, a previsão era superior, de US$ 10 bilhões.
Para 2014, os agentes financeiros também preveem diminuição do superávit comercial: de US$ 10,8 bilhões para US$ 10,2 bilhões.
Quanto aos investimentos estrangeiros no Brasil, a projeção permaneceu em US$ 60 bilhões tanto para este ano quanto para 2014.