Pelo menos seis em cada dez consumidores que entram na Covel, loja em que Tomas Karl Boos é proprietário, com planos de comprar uma motocicleta a prazo, saem de lá sem o veículo novo. Motivados pelas altas taxas de endividamento e inadimplência da população, os bancos estão puxando o freio do crédito e, o índice de aprovação de financiamentos no segmento, em Campo Grande, hoje, não ultrapassa 40% das solicitações.
“Os bancos têm dinheiro, mas não querem emprestar por conta do risco de calote. A seleção de clientes está extremamente rigorosa, ainda mais em classes de menor poder aquisitivo, que recentemente puderam comprar casa, mobília e bens de consumo, em razão das facilidades e, agora, estão com sua renda comprometida”, explica Boos.
Carros
A consideração sobre o poder aquisitivo do comprador de Boos é confirmada pelos índices de aprovação de financiamentos no segmento de carros. Como trata-se de um produto mais caro e com outra faixa de consumidor, de menos risco, os números de rejeições são menores neste caso.
De acordo com o gerente comercial do grupo Enzo, Wilson Minari, as aprovações nos veículos leves, ficam entre 50% e 78%, dependendo do percentual de entrada e prazo de pagamento escolhidos pelo comprador.
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