Com saldo de 2.666 vagas, a geração de empregos no mês de maio foi a pior registrada em Mato Grosso do Sul desde 2009, quando a economia freou e apenas 1.312 novos postos surgiram. O resultado é reflexo da desaceleração da economia e o consequente “sinal amarelo” que acendeu desde o início do ano e em todo o País. Os dados foram divulgados ontem no Cadastro Geral de Empregos (CAGED), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Renda.
“Já têm aparecido sinais de desaquecimento na economia, não é de hoje. O aumento do dólar é um deles. As pessoas estão tirando dinheiro do País. É preciso tomar medidas. Ainda não perdemos empregos, mas estamos caminhando para a estagnação”, avalia o economista Áureo Torres .
Ele lembra que o Governo Federal até tomou algumas medidas, como as desonerações de produtos e serviços, com o objetivo de tranquilizar os investidores, mas os empresários continuam receosos com a instabilidade econômica do País.
Desde o início do ano, a geração de novos postos é tímida no Estado. No acumulado dos cinco primeiro meses, o resultado é o menor dos últimos três anos – 17.835 postos, resultado de 142.209 admissões e 124.374 desligamentos. O índice de maio é o segundo pior de 2013, só perde para janeiro (909). Em comparação com abril, que teve o melhor saldo do ano (4.642), a queda foi de 74%.
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