Na balança assimétrica da renda brasileira, os homens seguem recebendo mais que as mulheres. Mas as mudanças gradativas começam a abalar as estatísticas que se arrastam há décadas – o salário médio delas já é maior que o deles em algumas atividades. Em Mato Grosso do Sul, elas ganham mais em pelo menos três funções e a diferença chega a 19%. Além disso, destacam-se em cargos de chefia, inclusive em segmentos antes considerados redutos masculinos, como o da construção civil.
Recente estudo da SalárioBR, site de serviços de pesquisa online de cargos e salários, mostra que, em nível nacional, a renda feminina é maior que a masculina em sete atividades. Mato Grosso do Sul caminha com passos mais lentos nessas transformações – no Estado, são três as ocupações com vantagem salarial delas. Além disso, os cargos sul-mato-grossenses fazem parte dos que estão na parte inferior da pirâmide de renda.
Apesar de indicadores mais modestos, Mato Grosso do Sul sinaliza, como o restante do País, que as conquistas da mulher no mercado de trabalho já extrapolam o simples crescimento quantitativo e entram no horizonte qualitativo.
No Estado, a superioridade salarial delas é verificada nas funções de auxiliar de escritório, ajudante de serviços gerais e auxiliar de serviços gerais. Na primeira atividade, a renda média feminina é R$ 974,44 e a masculina, R$ 817,50 (diferença de 19%); no segundo cargo, o salário médio da mulher é R$ 800,71 e o do homem, R$ 788,87 (variação de 1,5%); na terceira ocupação, o rendimento delas é ligeiramente superior ao deles: R$ 721,74 contra 716,26 (0,76%).
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