De olho na inflação do país, o governo resolveu anunciar ontem a redução do imposto de importação do feijão, de 10% para zero.
A exceção ficou com o feijão branco, que não foi incorporado à lista de isenção temporária da alíquota.
A medida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior vale até o dia 30 de novembro e serve para conter a escalada do preço da semente no país.
No ano, o feijão carioca (tipo mais consumido pelos paulistas) já subiu 47,77%, segundo o IPCA-15 de junho (prévia da inflação do país).
O analista de mercado da Bolsa de Cereais de SP, Rui Russomano, diz que o preço do quilo, que hoje sai por R$ 7, em média, nos supermercados, seria comercializado por R$ 5,50 em condições normais.
"A intervenção do governo deve baratear o produto", afirma.