A recente valorização do dólar em relação ao real tem deixado em estado de atenção setores da economia que dependem da moeda norte-americana a valores mais moderados para fazer bons negócios. Importadores de perfumes, cosméticos, vinhos e alimentos de alto valor agregado e, ainda, o mercado de turismo, acompanham diariamente as oscilações da moeda, que fechou a R$ 2,24 na sexta-feira (19). Segundo representantes desses segmentos, até agora, a política adotada na ponta tem sido segurar preços o máximo possível para não perder clientes. Mas, se não houver reversão do cenário, há possibilidade de reajuste nos valores pagos pelos produtos e serviços.
De acordo com presidente da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), Adilson Carvalhal Júnior, desde o início do processo de dólar em alta as importadoras estão manejando os preços em ritmos variados e grande parte delas está segurando os valores. “Mas a gente acha que este mês vai ser atualizado tudo. A partir de agosto, o consumidor vai estar percebendo mais isso no ponto de vendas”, aposta o presidente. A estimativa dele é que o setor aplique reajustes de 5% a 8%. “Varia para cada produto, cada empresa importadora”, diz.