Mesmo com grande potencial hidroviário, alta produção de grãos e subsolo rico em minérios, Mato Grosso do Sul ficou fora do do Programa de Investimentos em Logística: Portos, que prevê investimentos de R$ 60,6 bilhões em ampliação e modernização da infraestrutura e gestão do setor, informa reportagem do jornal Correio do Estado deste domingo.
Os maiores portos do Estado (Corumbá, Ladário, Porto Murtinho e Três Lagoas) foram deixados de lado nos mais de R$ 140 bilhões previstos em todos os projetos do Programa de Investimentos em Logística (PIL) anunciados pelo Governo federal no ano passado, mesmo com o discurso de que o sistema de transporte brasileiro precisa ser interligado.
De acordo com entrevista do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, à agência Globo, a solução para a melhora da infraestrutura nacional não passa pelos rios do país.
“Hidrovia não é uma solução estrutural para o transporte brasileiro, não temos um rio como o Mississippi. No Brasil as hidrovias são muito periféricas, não passam por grandes centros produtores ou consumidores. A prioridade é criar uma malha ferroviária mais robusta”, afirma.
Conforme a reportagem, por causa deste descaso, os levantamentos sobre a demanda de investimento para ampliar o uso dos rios no transporte de cargas estão atrasados. A matéria é assinada por Clodoaldo Silva.