A chuva que finalmente chegou ao Estado no domingo, depois de uma longa espera (mais de 40 dias na Capital), trouxe alívio e esperança para o setor agropecuário, mostra reportagem na edição de hoje (03) do jornal Correio do Estado. A água vai trazer o verde de novo para as pastagens, que foram queimadas pelas geadas, e preparar o solo para a plantação da próxima safra de soja.
Segundo a reportagem de Paula Vitorino, os produtores de gado são os que respiram mais aliviados e serão beneficiados a curto prazo. Os primeiros brotos verdes em meio ao pasto seco devem surgir entre uma semana e 10 dias.
“A chuva veio na hora certa para ajudar a recuperar a pastagem, que estava em péssimas condições”, afirma o pesquisador da Embrapa, Cláudio Lazzarotto.
Ele lembra que o período de chuva geralmente é esperado para meados de setembro, mas que neste ano a antecipação veio em boa hora porque as pastagens sofreram com a seca intensa de agosto e, principalmente, com as geadas.
O presidente do Sindicato Rural de Amambai, Diogo Peixoto, explica que de imediato a água vai apodrecer a palha seca dos pastos, mas logo que começar a brotação os animais vão voltar a se alimentar nas pastagens. “A primeira folhinha verde que o gado vê ele come”, enfatiza Lazzarottto.
A volta das pastagens fará com que o gado, que está magro, recupere o peso e aliviará os custos de produção dos pecuaristas com insumos para complementar a ração. Diogo estima que a partir de outubro seja possível retirar os complementos da alimentação.