A bola, como dizem, pode até ser a língua universal do futebol. Mas, fora dos gramados, isso não basta, ainda mais se tratando dos próximos anos, quando o País receberá turistas de diversas partes do planeta para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Quem domina um segundo idioma tem, assim, chances de sair na frente e lucrar com parte do montante expressivo que deverá movimentar a economia. A expectativa é de elevada demanda por trabalhos de tradução e interpretação, conforme o diretor da empresa Golden Rio Eventos e Serviços, José Adolfo Rodriguez. A reportagem está na edição deste domingo (15) do jornal Correio do Estado.
Estudo realizado em parceria entre a Ernst & Young e a FGV Projetos mostra que os dois eventos esportivos devem atrair ao Brasil R$ 142,39 bilhões em investimentos. E parte desse valor movimentará o segmento de tradução e interpretação. “Terão demanda os serviços de tradução de regras, diretrizes, documentos, instruções emanados pelos Comitês Organizadores, sem falar da possível necessidade de tradução de documentos pessoais e de viagem, certidões, atestados, panfletos de orientação, guias e manuais de uso”, enumerou Rodriguez. Ele acrescenta que a tradução simultânea também terá procura em razão da realização de eventos, como reuniões, conferências e coletivas de imprensa.
Além desses serviços, os falantes de um segundo idioma podem aproveitar as necessidades surgidas em situações cotidianas.
A professora de Inglês e tradutora, Marilene Moraes Coimbra, avalia que a Copa e as Olimpíadas representam oportunidade singular para quem domina outra língua. “Há um mercado grande. As pessoas podem, por exemplo, dar aulas a diversos profissionais que vão se relacionar diretamente com os turistas, como taxistas e garçons”, afirma.
Conforme Marilene, há, ainda, outros setores pouco notados, mas que podem ser demandados por turistas, como, por exemplo, profissionais que atuam em hospitais e no segmento de beleza, como cabeleireiros. A reportagem é de Osvaldo Júnior.