O BNDES afirmou, em nota, que "avalia como positiva a possibilidade da realização da operação" da fusão da Oi com a Portugal Telecom, anunciada ontem pelos acionistas controladores das duas companhias. "A iniciativa consolida a internacionalização da Oi e a almejada escala global, com uma estrutura societária simplificada e com melhor padrão de governança, que deve fortalecer a empresa para enfrentar os desafios presentes em seu setor de atuação."
Segundo o BNDES, a capitalização proposta pelo projeto de fusão "robustecerá sua capacidade financeira e de investimento". Um dos maiores problemas da Oi era seu alto endividamento, que só crescia diante de uma geração de caixa que não era suficiente para abater suas dívidas. O banco estatal, porém, não se comprometeu a participar da capitalização prevista na operação. "O BNDES analisará as implicações da transação proposta, com vistas ao seu posicionamento na nova estrutura societária da companhia."
O BNDES, ao lado de fundos de pensão das estatais, possui 38% na Telemar Participações S/A, dona de 56% das ações ordinárias (com direito a voto) da Oi. O banco e os fundos terão de participar do aumento de capital previsto na operação. Os acionistas privados (La Fonte Telecom e Andrade Gutierrez) que estão no bloco de controle da Oi já sinalizaram que vão participar da capitalização da companhia.