A Fenabrave (associação das concessionárias de veículos) manteve a previsão de crescimento de 1,5% nas vendas de 2013 apesar da retração registrada até setembro. No acumulado do ano até o mês passado, o mercado registrou queda de 1%, quando considerado apenas carros e comerciais leves, em 2,638 milhões de unidades. O segmento de ônibus e caminhões vive cenário diferente. Influenciado por taxas de juros negativas de financiamento do BNDES, o grupo cresce 16,1%, com 141,9 mil unidades. Considerando veículos leves (carros) e pesados (caminhões), a queda é de 0,31%.
Trata-se do segundo mês seguido de resultado negativo no acumulado de 2013, número que reforça a ameaça de que o setor possa ter o primeiro ano de queda desde 2003. O presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti, acredita que os dois últimos meses do ano serão fortes o suficiente para reverter a situação atual.
O setor conta com um possível adicional de vendas no período puxada pela antecipação de compras no embalo do fim da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que vence no final do ano. "Olhando o ano como um todo, não temos como nos queixar. É óbvio que não estamos no mesmo ritmo de meses anteriores", afirma Meneghetti.