Os investidores responderam bem ao resultado do leilão do campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Campos, e levaram as ações da Petrobras a fecharem em forte alta hoje. Com isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 1,26%, aos 56.077 pontos.
As ações preferenciais da Petrobras (sem direito a voto) subiram 5,30%, a R$ 18,88. Já os papéis ordinários da estatal (com direito a voto) tiveram alta de 4,92%, a R$ 17,69. Juntas, essas duas ações representam cerca de 10% do Ibovespa.
Para Rodolfo Amstalden, analista da consultoria Empiricus Research, o mercado aprovou o resultado do leilão do campo de Libra. "Embora a Petrobras tenha uma boa participação no consórcio vencedor (40%), o resultado mostra que ela não está sozinha. Há alguns participantes de renome", afirma.
Além da Petrobras, o consórcio vencedor conta com Shell (20%), Total (20%) e as chinesas CNPC e CNOOC (10% cada uma). As empresas ganharam direito de explorar por 35 anos o campo gigante de Libra, no pré-sal da bacia de Campos, que consumirá R$ 400 bilhões em investimentos nesse período.
Para Luana Helsinger, analista do GBM (Grupo Bursátil Mexicano), a alta das ações da Petrobras reflete um "alívio" que o mercado sentiu com o resultado do leilão.
"O sentimento geral era negativo, porque a Petrobras teria que assumir uma parcela muito grande de Libra sem estar nas melhores condições de caixa. O que ficou definido, porém, agradou o mercado porque a Petrobras não fugiu muito do mínimo que ela tinha que ter de participação no campo, de 30%", diz.
O mais positivo, segundo Luana, foi a parcela do lucro das empresas com a produção de petróleo no campo de Libra que deve ser paga ao governo. "Ela ficou definida em 41,65%, o mínimo projetado. Havia especulações de que as empresas poderiam ter que dar até 70% do lucro com o petróleo produzido em Libra para o governo", avalia.