O rombo nas contas externas do país somou US$ 2,629 bilhões em setembro, menor deficit mensal registrado neste ano e próximo ao saldo negativo do mesmo mês do ano passado (US$ 2,6 bilhões), informou hoje o Banco Central.
No acumulado do ano, porém, o resultado negativo de US$ 60,4 bilhões é recorde e 77% maior que o registrado nos primeiros noves meses de 2012 (US$ 34,1 bilhões).
Pressionado pela piora do desempenho na balança comercial, o deficit de 2013 já supera todo o rombo do ano passado (US$ 54,2 bilhões). A piora do deficit nas trocas externas do país reflete, principalmente, o aumento das importações de combustíveis e a queda nas exportações de petróleo.
Além das trocas comerciais, as transações correntes incluem também receitas e despesas com serviços, como viagens e aluguéis de equipamentos, mais as transferências de renda, como remessa de lucros e pagamento de juros.
Investimento produtivo
De acordo com o Banco Central, entraram US$ 4,8 bilhões em investimento estrangeiro produtivo em setembro, valor mais que suficiente para compensar o deficit em conta corrente do mês, e acima dos US$ 4,4 bilhões de igual mês de 2012.
Esse tipo de investimento, destinado a compra e criação de empresas, é menos volátil que o capital financeiro e, por isso, é considerado a melhor forma de financiar o deficit nas transações correntes.
No ano, porém, a entrada de investimento produtivo soma US$ 43,782 bilhões, valor inferior ao saldo negativo nas contas externas.