Nada menos que 86% das 936 queixas contra construtoras e incorporadoras registradas no Procon de São Paulo no primeiro semestre deste ano se referem a apenas dois problemas: atraso na entrega do previsto em contrato e cobrança de taxas indevidas. Os números se referem às queixas contra as dez empresas mais reclamadas. De acordo com ranking elaborado pelo órgão, o não cumprimento do contrato e a não entrega do imóvel lideraram as queixas no primeiro semestre, com 408 reclamações.
Em seguida vêm cobrança de taxas indevidas (399), qualidade da construção (52), devolução de valores pagos no caso de negócio não concretizado (45) e saldo devedor (32). Entre as construtoras, Gafisa e Tenda -braço da empresa voltado a habitações populares- lideram o ranking de mais reclamadas, seguidas de PDG e MRV -maior parceira da Caixa Econômica Federal no "Minha Casa, Minha Vida". O levantamento, no entanto, não considera o número de unidades lançadas e entregues no período por cada empresa.
Para evitar problemas, o Procon-SP recomenda que o consumidor, antes de comprar o imóvel, verifique outros empreendimentos realizados pela construtora e leia com atenção o contrato de compra e venda. É comum a cobrança de taxas ao consumidor que não ficam claras, segundo Márcio Marcucci, diretor de fiscalização do Procon-SP.