Inspeção em frigoríficos brasileiros para afastar hipótese da vaca louca e o aumento da exportação de milho e carnes para a China. Esses foram alguns dos assuntos já abordados pela comitiva brasileira na China, composta pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, vice-presidente Michel Temer, ministro da Agricultura, Antônio Eustáquio Andrade e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Eduardo Riedel. A comitiva tem agenda na China até o próximo dia 15 e o objetivo de ampliar os acordos comerciais com aquele país. De janeiro a setembro deste ano, cerca de 90% dos grãos exportados em MS foram destinados à Àsia.
Nesta sexta-feira (09), a comissão foi recebida pelo ministro Zhi Shuping e obteve a informação de que a Administração Geral de Qualidade, Supervisão, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ) vai inspecionar frigoríficos brasileiros para confirmar que não há ameaça da vaca louca. Em entrevista coletiva em Beijing, Kátia Abreu disse estar confiante que isso vai encerrar o embargo chinês contra a carne bovina brasileira.
A senadora revelou ainda que o país conseguiu a liberação para que cinco frigoríficos de frango comecem a exportar para a China e mais oito devem ser inspecionados nesta mesma viagem. A publicação dos nomes desses estabelecimentos pela Administração chinesa deve ocorrer muito em breve. Segundo o presidente Eduardo Riedel, uma das unidades a serem liberadas fica em Itaquirai (MS).
Além do presidente da Famasul, o vice presidente da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), Christiano Bortolotto, presidente da Fundação MS, Luis Alberto Moraes Novaes, e o presidente da Cooperativa Agrícola Mista Serra de Maracaju (Coopsema), Luciano Muzzi Mendes, também participam da missão.