Pequenas empresas investem no setor de confeitaria e panificação, um mercado que cresceu mais de 11% no ano passado e movimentou mais de R$ 70 bilhões. O empresário Marcos Rizzato investe neste mercado há mais de 30 anos. A empresa começou como uma distribuidora de doces em Jundiaí, interior de São Paulo, e hoje tem duas lojas especializadas, por onde passam cerca de 300 clientes por dia. “A confeitaria se evoluiu, né, dentro do Brasil, porque nós fomos buscar muita coisa na França, no velho mundo, na Europa. Hoje, cada vez se busca mais ser diferente. Novidades, cada vez coisas mais parecidas com o artesanal”, conta o empresário.
A loja tem cerca de 5 mil itens para confeitaria: ingredientes para a produção de doces como forminhas, embalagens, acessórios para festas e linhas completas de produtos para panificação, sorveteria e chocolateria.Na loja, o ambiente é climatizado e as mercadorias ficam divididas por setores. “Facilita porque a gente não precisa ficar saindo de loja em loja pra ficar procurando as coisas. A gente vem aqui e acaba saindo com o doce praticamente pronto”, diz o cliente Francisco Bigotti.
“Desde os recheios, chocolates, embalagens é só sair daqui e fazer a trufa pro pessoal”, diz a cliente Solange Sagrado. Os clientes também podem participar de cursos rápidos e gratuitos, que ensinam mesmo quem não tem experiência na cozinha, como o de confeitar cupcakes – pequenos bolinhos enfeitados. A empresa fatura, em média, R$ 400 mil por mês. “Hoje a confeitaria é trabalhosa, não vou dizer que não. Exige muita mão de obra, especialização, especialidade, mas ela é lucrativa sim, claro que é lucrativa”, diz Marcos Rizzato.