O último leilão de transmissão de energia de 2013 terminou sem disputas. Os três lotes licitados tiveram apenas um lance e um lote não recebeu nenhuma proposta.
Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o deságio (desconto) médio do leilão sobre a receita máxima prevista foi de 5,64%.
No lote A, venceu a Taesa ao oferecer um desconto de 4,76% em relação à RAP (Receita Anual Permitida) máxima definida para a disputa e garantir uma receita de R$ 10,99 milhões por ano, quando os empreendimentos entrarem operação. A empresa do grupo Cemig foi a única a oferecer lance pelo lote.
Esse lote, composto pela linha de transmissão de 85 quilômetros, já foi incluído em dois leilões em 2012, sem receber propostas.
Para a disputa de hoje o governo mudou o traçado da linha, contornando um parque ambiental, o prazo para entrada em operação subiu de 22 para 36 meses e a receita máxima para o lote também subiu. A linha é dedicada a reforçar atendimento à região metropolitana de Belo Horizonte.
Sem interesse
O lote B do leilão de transmissão de energia terminou sem receber lances e não foi licitado. Ele era composto por uma subestação em Rondônia e resultaria na construção de um novo pátio para atendimento aos municípios de Machadinho do Oeste, Theobroma, Anary e Cojubin, que atualmente são atendidos por geração a diesel.
O Consórcio formado por Braxenergy Desenvolvimento de Projetos de Energia e LT Bandeirante Empreendimentos venceu a disputa pelo lote C do leilão, ao oferecer um desconto de 6% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) máxima definida para a disputa e garantir uma receita de R$ 16,04 milhões por ano, quando os empreendimentos entrarem operação.
Os empreendimentos do lote C já participaram de leilões no passado, sem receber lances. Ele é composto por três linhas de transmissão de energia em, no total de 316 quilômetros de extensão e uma subestação. Os empreendimentos passam por Maranhão, Piauí e Tocantins e vão aumentar a confiabilidade no atendimento dessas regiões.
O mesmo consórcio venceu também a disputa pelo lote D do leilão, ao oferecer um desconto de 6,1% e garantir uma receita de R$ 7,8 milhões por ano, quando os empreendimentos entrarem operação.
O consórcio foi o único a apresentar proposta para o lote localizado no Ceará, que inclui a ICG Aracati, para conectar usinas eólicas e ainda é composto por uma linha e uma subestação de energia.
Cinco empresas e dois consórcios estavam habilitados para o leilão, cujos quatro lotes envolviam 466 quilômetros em linhas de transmissão e de subestações com um total de 550 mega-volt-amperes (MVA) de potência, segundo a Aneel.