“Não há nada que o Brasil não possa segurar”. A frase foi dita pela presidente Dilma Rousseff, na manhã desta quarta-feira (18), em entrevista por telefone à Rádio Jornal, no Recife, do subsolo do Palácio da Alvorada, em Brasília, no dia seguinte à visita a Pernambuco. A declaração foi dada em resposta ao questionamento sobre o possível impacto da crise econômica dos Estados Unidos no Brasil – um alerta feito pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. De acordo com Dilma, a turbulência vai ser momentânea porque o preparo do Brasil é sólido.
“A dívida nacional está sob controle pelo 11º ano consecutivo, temos um grande volume de investimentos estrangeiros no Brasil, temos reservas - e sabemos usá-las - e temos um índice de desemprego muito baixo”, detalhou. Segundo a presidente, não existe mais a imagem de “espirro nos Estados Unidos, pneumonia no Brasil”.“Queremos que a turbulência seja rápida, Vamos tranquilamente enfrentar esse momento”.
Ela afirmou, no entanto, que as recomendações de Delfim Netto serão levadas a sério e o governo está extremamente atento ao que está acontecendo no mundo. O lado bom é que os Estados Unidos estão se recuperando, aumentando o emprego e está havendo maior crescimento da indústria. "Isso é muito bom porque a economia americana influi na do resto do mundo – eles colocam 85 bilhões [de dólares] por mês no mercado. O que o ministro alerta é para quando o Fed [Federal Reserve], banco central americano, começar a reduzir esses 85 bilhões, ninguém sabe o quanto, pode ter um impacto, mas nós estamos extremamente preparados para isso”, garantiu. Os US$ 85 bilhões a que a presidente se refere fazem parte do programa de compra de ativos norte americano. O futuro deste programa será definido nesta quarta em reunião de ata do Fed - a decisão será anunciada por volta das 17h, horário de Brasília.