Economia

impacto positivo

Com inflação alta, rendimento real tem menor avanço desde 2005

Com inflação alta, rendimento real tem menor avanço desde 2005

Redação

30/01/2014 - 22h00
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Corroído pela inflação e sem o impacto positivo de um reajuste expressivo do salário mínimo, o rendimento médio dos trabalhadores das maiores metrópoles do país registrou em 2013 o menor crescimento desde 2005.

A renda real -já descontada a inflação- subiu 1,8%, abaixo dos 4,1% de 2012, segundo o IBGE. Em 2005, o aumento havia sido de 1,5%.

Apesar do "bom resultado da taxa de desocupação, o crescimento do rendimento médio real habitual já dá sinais de esgotamento", de acordo com a Rosenberg & Associados.

A perda de ritmo está ligada à elevação da inflação, que fechou o ano passado num patamar mais elevado do que em 2012.

O IPCA, índice oficial de inflação do país, ficou em 5,91% em 2013, superior à taxa de 5,84% de 2012.

Segundo Adriana Araújo, técnica do IBGE, a inflação mais elevada teve "impacto" na evolução do rendimento em 2013, que não cresceu com o mesmo vigor dos anos anteriores.
Outro fator, diz, é que com a desaceleração da oferta de vagas no ano passado a ocupação cresceu apenas 0,7% os trabalhadores perderam "poder de barganha" para negociar reajustes em melhores condições.

A tendência de desaceleração da renda se intensificou no final do ano passado.

De novembro para dezembro, houve queda de 0,7% na renda. Já na comparação com dezembro de 2012, o rendimento cresceu 3,2%.

Para a LCA, porém, a "perda de fôlego" da inflação acumulada em 12 meses a partir de julho de 2013 "contribuiu para estancar o movimento de perda real" dos salários.

Diante de mercado de trabalho enfraquecido e no qual a renda e o emprego cresceram pouco, menos recursos foram injetados na economia.

Tal fenômeno fica claro com o menor crescimento da massa salarial em 2013 de 2,6%.

Apesar da freada em 2013, a renda segue como um dos destaques do mercado de trabalho na última década, com expansão real de 29,3% entre 2003 e 2013, segundo o IBGE.

Desigualdade

Ainda que tenha registrado avanço, o rendimento continua a ser um dos focos da desigualdade do mercado de trabalho das grandes metrópoles. As mulheres, por exemplo, tinham uma remuneração que correspondia a 73,5% da renda dos homens.

Esse percentual era de 70,8% em 2003, ou seja, havia uma diferença ainda maior.

No que tange à cor, a distância era ainda mais marcante. Os pretos e pardos tinham um rendimento que representava apenas 57,4% da remuneração dos brancos. Em 2003, esse percentual era de 48,4%.
 

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