Em Campo Grande, quem quer aliviar o calor precisa entrar na fila. “Como têm saído muitos ventiladores, nem sempre temos para pronta entrega. Por isso, muitos clientes fazem o pedido e esperam cerca de dez dias para receber a mercadoria”, afirma Enéias Francisco dos Santos, vendedor de loja de eletrodomésticos. A procura acima da oferta inflacionou acentuadamente os produtos típicos do verão – a alta chegou a 40,39% de novembro a janeiro, conforme levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes)da Universidade Anhanguera-Uniderp. A reportagem está na edição de hoje (19) do jornal Correio do Estado.
Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado
Máquina de lavar, aparelho de som, televisão, fogão... Tudo isso está, no momento, em segundo plano. O carro-chefe da vez do varejo de eletrodomésticos é o ventilador, seguido de perto pelo condicionador de ar. “Posso dizer sem errar que, de cada dez pessoas que entram na loja, pelo menos seis procuram ventiladores”, conta Santos. De acordo com ele, as remessas de novos produtos permanecem, no máximo, duas semanas na loja.
Segundo a reportagem de Osvaldo Júnior, o condicionador de ar também teve a procura aquecida. Em uma loja no centro da Capital, as vendas quadruplicaram desde novembro, passando da média de três para 12 produtos comercializados por vendedor mensalmente. “Em dezembro, eu cheguei a vender dez aparelhos em um único dia”, conta o vendedor César Cavalcanti.