Para segurar o reajuste da conta de luz, o governo deve aumentar impostos sobre outros produtos, que vão pesar no bolso do consumidor. Na lista estão cosméticos e bebidas, como refrigerantes e cervejas.
A falta de chuva baixou o nível dos reservatórios das hidrelétricas e foi preciso acionar as termelétricas que tem um custo maior para produção de energia. Com o gasto elevado e o mesmo valor na hora de pagar a tarifa de luz, a conta não fecha e o dinheiro tem que vir de outro setor.
Para não aumentar a conta de luz, o governo deve aumentar alguns impostos. O objetivo é compensar o gasto adicional de R$ 4 bilhões com as usinas termoelétricas. O setor de bebidas será um dos afetados.
O estudo feito pela Receita Federal propõe um aumento do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para as chamadas bebidas frias como água, cerveja e refrigerantes. A ideia não agradou os consumidores.
Os produtos importados e os cosméticos também podem ficar mais caros com mudanças no PIS e na COFINS. Hoje, na produção de um batom que custa R$ 12,20, o fabricante paga 8,27 só de impostos – 68% do valor do produto.