O Ministério de Minas e Energia informou nesta quarta (11) que "houve melhoria nas condições" do sistema elétrico brasileiro e que o risco de déficit de energia nas regiões Sudeste/Centro-Oeste neste ano caiu de 3,7% para 2,5%.
A estimativa fica abaixo do limite máximo estabelecido pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), que considera tolerável risco de 5% para o sistema elétrico.
A pasta informou também que para a região Nordeste não há qualquer possibilidade de desabastecimento neste ano. A mesma previsão havia sido feita no mês passado.
Considerando um período mais longo, de 2015 a 2018, o risco de déficit para as regiões Sudeste/Centro-Oeste é de 4%. O número também é o mesmo indicado pelo ministério em sua previsão anterior.
Na região Nordeste, considerando os anos de 2015 a 2018, o déficit no período também ficou estável em 0,4%.
As informações foram divulgadas, por meio de nota, após encerramento da reunião do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), que mensalmente reúne os principais técnicos do governo para o setor.
Usinas térmicas
Não há no texto do ministério qualquer menção a um desligamento de usinas térmicas.
Esse tipo de geração, mais cara e poluente, vem sendo usada em seu limite máximo desde o início do ano para ajudar no abastecimento elétrico do país.
Essa necessidade surgiu diante da forte seca, que prejudicou o reabastecimento dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
A nota do governo diz ainda que, em maio, o nível registrado de chuvas ficou abaixo da média para todas as bacias que atendem o sistema interligado nacional, exceto nos rios Uruguai, Jacuí, Iguaçu e Paranapanema.
"O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, com sobras", diz o texto. "Para atendimento da carga prevista para 2014, da ordem de 67 mil MW médios de energia."