Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, prometeu governar o país com uma política econômica mais austera, caso seja eleito. Em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, exibida ontem (13) na GloboNews, o senador disse prever um ano difícil para a economia brasileira em 2015 e defendeu uma política fiscal mais transparente e que leve a inflação para o centro da meta (4,5% ao ano) em dois ou três anos. "O ajuste será feito, mas não será feito do dia para a noite. E o tamanho dele dependerá do tamanho do desmonte que o atual governo vem fazendo. Agora, é natural que uma chegada nossa no governo, nós tenhamos uma política fiscal muito mais austera que vem acontecendo hoje e principalmente mais transparente", disse o pré-candidato do PSDB.
Questionado sobre a inflação, respondeu: "Não conseguiremos em 2015. Esse é um projeto, temos discutido isso com nossa equipe econômica, para dois ou três anos. Agora, nós vamos focar no centro da meta, não no teto, como tem feito o atual governo". Aécio criticou os atuais gastos do governo e repetiu a promessa de reduzir o número de ministérios e um "redesenho da máquina pública", caso seja eleito. Interpelado sobre como cortará custos sem prejudicar programas sociais, como o Bolsa Família, o pré-candidato disse que vai "qualificar" as ações na área, olhando resultados e tirando-as da "guerrilha eleitoral".
Questionado de como cortará custos, mantendo as despesas sociais e previdenciárias, Aécio respondeu: "Do crescimento da economia. Nós vamos fazer o país retomar o ciclo de crescimento, vamos qualificar os programas que efetivamente atendem a sociedade, aqueles que mais precisam, e é isso que vai nos permitir ter uma política austera. Ao longo do tempo, a partir do crescimento da economia, encaixar os gastos correntes do governo." Ele também prometeu trabalhar por uma simplificação no pagamento de tributos e no médio prazo a diminuição "horizontal" da carga tributária.