A União registrou em maio a primeira queda nas suas receitas com tributos neste ano.
O governo federal arrecadou R$ 87,89 bilhões, valor 5,95% inferior ante maio do ano passado, considerada a inflação no período.
Foi o pior mês de maio desde 2011, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Receita Federal.
A arrecadação em queda é reflexo do baixo crescimento econômico e distancia o governo da sua meta de poupança para o ano.
Para chegar ao superavit primário de 1,9% do PIB, o governo projeta que a arrecadação de tributos deve crescer 3%.
De janeiro a maio, o valor arrecadado pela Receita foi de R$ 487,2 bilhões.
Extraordinária
Os dados divulgados pela Receita mostram piora na arrecadação dos tributos incidentes sobre o lucro das empresas e sobre o consumo.
O Imposto de Renda da pessoa jurídica teve uma queda de 14,6%, somando R$ 7,3 bilhões em maio.
A CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) teve queda de 45% em comparação a maio do ano passado, somando R$ 3,9 bilhões.
Segundo a Receita, o resultado se explica em partes pela arrecadação extraordinária em maio do ano passado de R$ 4 bilhões, tornando a base de comparação elevada.
Desse valor, R$ 3 bilhões vieram de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e R$ 1 bilhão em Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social e contribuição para o Programa de Integração Social.
Desonerações tributárias, em especial da folha de pagamentos, também pesaram para o resultado modesto de arrecadação, justifica a Receita.