Mau cheiro, moscas, poluição. Essas palavras são comumente lembradas quando o assunto é criação de suínos. Mas, com o avanço da preocupação ecológica, a suinocultura tem se tornado uma atividade sustentável, que proporciona ganhos ambientais e econômicos. De acordo com matéria publicada neste domingo (29) no jornal Correio do Estado, esse novo cenário se concretiza em propriedades como a Rancho Alegre, em Campo Grande. Com plantel de 35 mil suínos, a fazenda evita a degradação ambiental, é autossustentável em energia e contabiliza economia média mensal de R$ 20 mil.
“Lembra daquela criação de porco, com lavagem, moscas voando, aquela sujeirada toda...? Então, hoje é muito diferente”, compara a administradora da fazenda, Eleíza Moraes, enquanto caminha por um dos 26 pavilhões da propriedade. Ela mostra os animais em repartições, que em nada se parecem com os tradicionais chiqueiros, e observa: “Eles só se alimentam de ração”.
No entanto, essa atenção à acomodação e alimentação dos suínos não basta. É preciso, ainda, manejo adequado dos dejetos dos animais, que oferecem riscos ambientais por liberarem gases, como o metano, considerado 30 vezes mais poluente que o gás carbônico. E esse tratamento é outro diferencial da propriedade: no local, há quatro biodigestores, os quais transformam fezes dos porcos em biogás, que geram energia para toda a fazenda. A reportagem é de Osvaldo Júnior.