Se a seleção brasileira perdeu na semifinal, um time de empreendedoras de Campo Grande chegou à final da Copa do Mundo e saiu com placar de até três vezes mais lucratividade, conforme reportagem publicada hoje (14), no jornal Correio do Estado. A equipe de vitoriosas é formada por artesãs, que aproveitaram o tema verde e amarelo, a torcida dos brasileiros e a dos turistas para entrar em campo e marcar goleadas de vendas.
“O Brasil pode ter sido eliminado antes da final, mas eu fui campeã. Conquistei o hexa”, brinca a empresária Monique Klein. Para ela, a Copa representou aumento de pelo menos 30% nas vendas das bolsas artesanais, feitas de lona de malote, que variam entre R$ 35 e R$ 65.
Para emplacar as vendas na Capital, mesmo sem ser sede da Copa, e apesar da eliminação precoce do Brasil, a estratégia da artesã foi apostar em modelos versáteis, que pudessem ser usados durante e após o mundial de futebol. “Fiz peças que são alusivas ao Brasil, à Copa, mas que também são discretas e podem tranquilamente ser usadas após a Copa”, explica.
As bolsas, em cinco modelos com tema da Copa, também foram enviadas para lojas do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O contato com os empresários de fora foi feito durante rodada de negócios do Sebrae, pelo projeto Brasil Original. “Até depois que o Brasil foi eliminado, as peças continuaram saindo. Mas o mais importante pra mim foi a divulgação da marca, e aí posso dizer que foi 100% de ganho”, afirma. Pelo mesmo caminho, a artesã Vera Gomes recebeu encomendas de empresários de cinco cidades sedes da Copa.
Os pedidos somaram renda líquida de cerca de R$ 3.500, o que representa o dobro da média mensal de lucratividade (desconsiderando mês com data comemorativa, como Natal e Dia das Mães). As peças utilitárias e decorativas, feitas com argila e outros materiais, levaram o tema da Copa, mas principalmente os símbolos de Mato Grosso do Sul. “Minhas peças têm os temas do Estado, aí acrescentei bandeirinhas do Brasil e outros símbolos da Copa”, diz. A reportagem é de Paula Vitorino.