Pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul, Fecomércio, revelou que os consumidores sul-mato-grossenses devem gastar em torno de R$ 172 milhões nas compras dos presentes para os seus pais, os homenageados daqui a dois domingos. Outro levantamento, anunciado também ontem pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o IBPT, afirma que 42% do montante aguardado pelos comerciantes vai irrigar os cofres dos arrecadadores de impostos, como das prefeituras, do Governo estadual e também da União. Melhor dizendo: dos R$ 172 milhões desembolsados para agradar aos nossos “velhos”, R$ 72 milhões zarpam em forma de carga tributária.

Dependendo do presente, os tributos consomem mais dinheiro que a própria mercadoria, segundo cálculos apurados pelo IBPT.
Tomem-se como exemplos dois artigos: no caso de um perfume importado, o freguês que viu e resolveu levar para o pai o extrato com preço de R$ 200,00 terá, de fato, pagado R$ 156,86, soma da porção dos impostos. O resto, R$ 43,14, esta quantia, sim, seria a importância do mimo.
Se o perfume for nacional e custar R$ 100,00, os tributos que incidem sobre este valor alcançam 69,13%. Sem os impostos, diz a pesquisa do IBPT, neste caso, deixar o pai cheiroso exigiria bem menos, perto da casa dos R$ 30,00.
“Não temos política tributária equânime [prudente], o que temos é uma política de arrecadação tributária, só isso”, disse ao Correio do Estado, ontem à tarde, o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike. A reportagem é de Celso Bejarano.