A inflação na Capital em julho foi de 0,22%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Universidade Anhanguera/Uniderp. O número é ligeiramente maior que o mês anterior, quando atingiu 0,01% - o menor índice nos últimos 11 meses. A pesquisa revelou que esse aumento foi ocasionado, principalmente, por uma elevação de preços nos serviços do grupo Despesas Pessoais, como cartórios e mensalidades de clubes.
Desde abril deste ano, o Núcleo vem registrando uma tendência de queda na inflação. Na visão do coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, mesmo com o pequeno aumento de julho em relação a junho, o comportamento de baixa inflação deve permanecer até o final do ano, uma vez que o fraco desempenho da economia, o endividamento do consumidor e a dificuldade na concessão de créditos por parte dos órgãos financeiros são aliados para esse resultado.
Quase sempre o vilão da alta inflação, desta vez o grupo Alimentação apresentou queda de -0,71%, sinalizando que fatores climáticos têm contribuído para a produção de produtos hortifrutícola.
O coordenador Celso acrescentou ainda que “o temor de que os preços da carne bovina poderiam impactar para cima a inflação, não aconteceu, mesmo já estando na entressafra desse produto. Apesar de algumas dificuldades dos frigoríficos em completar a sua pauta semanal de abate, o varejo está com excesso de carne e a demanda pelo produto está baixa”.
Outro ponto percebido nos dados do IPC/CG é um ligeiro aumento da carne suína. “A nosso ver, há uma migração do consumidor para esse tipo de carne, que está bem mais barata do que a carne bovina”, disse o coordenador.