Comerciantes do Bairro Dom Antônio Barbosa, enxergado pela população como um dos mais carentes de Campo Grande, estão driblando a fama negativa da região. A reportagem do jornal Correio do Estado mostra que o comércio está ocupando posição de destaque na economia local.
A matéria de Celso Bejarano mostra que há grande número de casas comerciais instaladas na região, principalmente aos arredores da Evelina Selingardi, via que corta o bairro de ponta a ponta. Por lá vende-se quase de tudo: pneu, roupas, sacolões, bijuterias, gás, frutas, remédios e perfumes.
O comércio é atividade responsável por 35% do bolo arrecadado com impostos em Mato Grosso do Sul, sendo o segmento que mais cresceu de uma década para cá. De janeiro a junho deste ano, por exemplo, a receita juntada com tributos, segundo publicado duas semanas atrás no Diário Oficial, foi de R$ 3,3 bilhões, sendo que R$ 1,1 bilhão saiu de contribuições dos comerciantes da cidade.
Nos fundos do bairro Dom Antônio, Fabiano Aparecido, 25 anos, comanda uma bar, onde vende salgados como coxinha, por R$ 1 real, refrigerantes, cervejas e até esmaltes, há pelo menos seis anos. “Bom não está sei não vou enricar, mas estamos indo. O movimento pode melhorar com a chegada do asfalto. Vou estruturar aqui, pintar, arrumar as mesas, investir, deve compensar mais”, planeja o comerciante.