Há um ano, o campo-grandense conseguia, com R$ 10, comprar 1,5 quilo de costela e ainda recebia R$ 0,80 de troco.
Hoje, com a mesma quantia, não se pode adquirir nem ao menos um quilo desse corte. Essa simulação dimensiona o encarecimento da carne bovina, cuja alta alcança 71,61%, conforme dados do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Anhanguera-Uniderp.
A disparada de preços resulta da combinação entre o aumento da exportação e a queda da oferta, decorrente do abate crescente de matrizes nos últimos anos.
De acordo com o Nepes, o preço médio da costela ripa ao consumidor da Capital era de R$ 6,13 o quilo em agosto de 2013. Neste mês, o valor médio aumentou para R$ 10,52. São R$ 4,39 a mais ou variação relativa de 71,61%. Na sequência, aparecem os seguintes cortes: contrafilé (32,55%), picanha (25,23%), acém/agulha (23,56%) e patinho (22,67%).
Conforme o analista chefe e estrategista de pecuária de corte da Rural Business, Júlio Brissac, o aumento ao consumidor se insere em uma cadeia de altas. “Subiu para os frigoríficos e para os varejistas”, observa. Segundo ele, a arroba do boi gordo atingiu, neste mês, preços recordes.


.jpg)
A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição desta sexta-feira (29 do jornal Correio do Estado.