Resolução de casos diretamente entre empresa e consumidor, atendimento on-line e freio no consumo contribuíram para reduzir em quase 20% o número de reclamações no Procon em Campo Grande, neste ano, em comparação com 2013. Enquanto entre janeiro e setembro do ano passado o serviço prestou 31.204 atendimentos, foram 25.225 no mesmo período de 2014. A média mensal de atendimentos tem se mantido abaixo de 2,6 mil há quatro meses – o mais baixo índice foi em junho, de 2,1 mil atendimentos –, enquanto, no ano passado, a média ficou em 3 mil atendimentos, com pico de 4,3 mil registros em agosto.
O decréscimo coincide com a retração de consumo, constatada pelo próprio comércio da Capital, e também pode ser um dos fatores para a diminuição da demanda de reclamações pelo consumidor; mas, na avaliação do superintendente do Procon-MS, Alexandre Resende, outros fatores devem ser levados em consideração.
“O País passou por um momento difícil na economia, e os índices da própria Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) podem confirmar isso, mas outra coisa pode ter interferido nos números – a gente (Procon) vem trabalhando para que as empresas resolvam o problema do consumidor diretamente com ele, sem a intervenção do Procon, porque é um absurdo você estar, por exemplo, tentando cancelar um serviço com uma empresa de telefonia por semanas, meses, e não conseguir; aí, chega no Procon e, em quinze segundos, você consegue resolver isso. Essa é uma falta de respeito muito grande com o consumidor, e a gente está tentando mudar esse comportamento por parte das empresas. Eu acho que elas melhoraram um pouquinho nesse aspecto”, comentou.
A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje (12) do jornal Correio do Estado.