Em reunião no gabinete do prefeito Gilmar Olarte (PP), secretários titulares, adjuntos e técnicos das secretarias de Planejamento, Receita, Administração, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano apresentaram hoje aos vereadores de Campo Grande proposta de 32% de reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), classificado como melhor pela equipe financeira para recompor uma defasagem de três anos entre os valores venais (usados na cobrança do tributo) e os preços de mercado dos imóveis.
A proposta incluiu ainda desconto de 25% para o pagamento à vista e feito até 5 de janeiro, mas não foi aceita por falta de consenso entre os parlamentares e uma nova reunião foi marcada para a próxima semana, desta vez na Câmara Municipal, para que novos estudos e cálculos sejam refeitos. “Para a equipe financeira, esse era o melhor cenário. Agora vamos entrar em tratativa com o Poder Legislativo. Antecipamos os números, vamos ver quais os cenários postos e refazer o trabalho para apresentar aos vereadores, para então chegar a um denominador comum”, disse o secretário municipal de Planejamento, André Scaff.
“Não tem índice nenhum”, declarou o presidente da Câmara de Vereadores, Mario César (PMDB), após o fim da reunião. Segundo o vereador, nova reunião está sendo programada para a quinta-feira da semana que vem, porque há detalhes técnicos a serem revistos e nem todos todos os vereadores estiveram presentes na reunião de hoje. “Temos que levar em conta o impacto na população e achar um índice que seja verdadeiro e não venha a impactar nos investimentos do município”, ressaltou.