Faltando três semanas para vencer o prazo de convênio no valor de R$ 4 milhões firmado entre a prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para concluir os 10% que faltam das obras do Terminal Intermodal, mais conhecido como “Porto Seco”, os serviços não serão concluídos no prazo esperado, por causa de rompimento do contrato com a construtora, e o Executivo municipal ainda terá que correr contra o tempo para não perder os recursos federais.
Conforme informou na semana passada ao Correio do Estado a secretária municipal adjunta de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Kátia Castilho, a construtora CGR não conseguiu “dar conta de prestar os serviços” e por esse motivo houve o cancelamento do contrato. “A empresa não estava dando conta de prestar os serviços, estava cheia de problemas e por isso a prefeitura rompeu unilateralmente o contrato. Por meio da própria concessão, serão reiniciadas as obras.
Vamos estender o prazo do convênio, o Dnit já foi comunicado e estamos fazendo aditivo (ao convênio)”, explicou. Ainda conforme informações da vice titular da Seintrha, o processo de cancelamento do contrato está em decurso de prazo jurídico e o município aguarda pela manifestação da empresa, para que possa finalizar todos os procedimentos e ter condições de dar início à licitação para contratar outra empresa que irá retomar as obras.
Diante deste cenário, reconheceu Kátia Castilho, não há estimativa de prazo para conclusão das obras do Porto Seco em Campo Grande. Procurada pela reportagem, a Diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Dnit informou por intermédio de sua assessoria de imprensa que “desde o final de setembro vem solicitando à Prefeitura de Campo Grande que envie o pedido de prorrogação (do convênio), com a devida justificativa em função da rescisão contratual com a construtora CGR, porém até o momento não recebeu a documentação”.

A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje (17) do jornal Correio do Estado.