Em primeiro plano, há o colorido do Natal, crianças fazendo pedidos, pais registrando o momento com fotos. Em segundo plano, sob a roupa polar vermelha, há um profissional que encara uma rotina puxada, mas que assegura renda extra no fim de ano entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. Mas não é para qualquer um: para ser um bom Papai Noel, é preciso ser paciente, amável e ter criatividade para um boa conversa com a criançada.
Entre os tantos papais noéis que integram a paisagem de fim de ano está Roberto Ribeiro de Oliveira, veterano na atividade. “Já são nove natais”, contabiliza. Quando perguntado sobre a idade, preferiu responder: “16 de trás pra frente”. Independentemente da idade do sexagenário Roberto, o Papai Noel tem quantos anos quiser a imaginação das crianças. E são elas que completam o quadro, que dão sentido à figura da personagem natalina.
Beatriz Souza Santos, de três anos, é uma dessas crianças. Rápida nas respostas, retornou com um típico “porque sim” à pergunta: “Por que você está tão feliz?” Também contou que o Papai Noel já visitou a escola dela várias vezes e que lhe deu uma boneca Barbie. E seguiu ligeira e lógica nas respostas. “Você sabe onde mora o Papai Noel?” – foi a pergunta.
A reportagem de Osvaldo Júnior está na edição deste domingo (14) do jornal Correio do Estado.