De origem japonesa, a Nissan, instalada no Brasil em abril do ano passado, parece mesmo querer fincar suas raízes em solo nacional. Para isso, apresentou uma nova motorização para o compacto March na casa de uma das escolas de samba mais conhecidas do Brasil, o Salgueiro, no Rio de Janeiro.
O propulsor escolhido para substituir o 1.0 16V de 4 cilindros feito pela Renault é um 1.0, mas de 3 cilindros, configuração que vem ganhando espaço entre as montadoras – Kia, Hyundai, Volkswagen, Ford, Chery e Geely já possuem modelos com motorização semelhante. Esse motor também equipará o sedã Versa nacional, que será lançado em breve.
Com 77 cavalos, tanto na gasolina como no etanol, ele é 3 cv mais potente do que o antecessor. O torque, nos dois casos, é de 10 kgfm. Além da força adicional, a novidade também é mais leve e moderna. O bloco é de alumínio e o tanquinho de partida a frio foi dispensado.
Por trás do novo motor, está a filosofia da Nissan no país, na ponta da língua dos executivos da marca: “Não queremos ser conhecidos por termos o motor mais potente da categoria. Queremos o reconhecimento pela qualidade e durabilidade do nosso produto”, diz Jean-Philippe Thery, gerente de produto da Nissan. No caso 1.0 dos tricilíndros, o mais potente é o que equipa o novo Ford Ka, de 85 cv com álcool.