O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público Federal e a Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul (BIOSUL) se reuniram na segunda-feira (09), no prédio da Procuradoria-Geral de Justiça, no Parque dos Poderes, quando traçaram estratégias para o combate à infestação da mosca Stomoxys calcitrans, comumente conhecida como mosca do estábulo ou mosca da vinhaça, uma preocupação em vários municípios do Estado, principalmente naqueles que abrigam usinas de produção de etanol.
Durante a reunião foi discutida uma ação conjunta sobre os impactos ambientais decorrentes do uso de subproduto da cana-de-açúcar, em especial, do uso da vinhaça no processo de fertirrigação (técnica de adubação que utiliza a água de irrigação para levar nutrientes ao solo cultivado), que consequentemente tem aumentado a proliferação da mosca do estábulo, causando surtos em determinadas regiões o que vem sendo objeto de Inquéritos Civis.
Dentre os assuntos discutidos, vale destacar a necessidade de resolver o surto da Stomoxys calcitrans, buscando soluções técnicas para prevenção de eventuais danos ambientais decorrentes do manejo da vinhaça, pois a aplicação deste produto, utilizado como adubo, deve ser usado com muita responsabilidade com o fim de evitar o impacto ambiental.
Essa mosca é, atualmente, responsável por causar prejuízos de grande impacto econômico nas cadeias produtivas da pecuária bovina e sucroalcooleira em alguns Estados do Brasil, dentre eles Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essas moscas têm como hospedeiros a maioria dos animais e sua picada é dolorosa.