Com a queda do desempenho das atividades urbanas, a agropecuária aumenta seu peso na economia e proporciona oportunidades de melhoria profissional. Esse cenário estimula até mesmo pessoas graduadas e com profissões bem remuneradas a buscarem na área rural alternativas de crescimento. Realizam esse movimento, por exemplo, a advogada Maria Helena Hipólito, o economista Fábio Roberto Castilho e a administradora de empresas e professora de Matemática Danuza Galli Inácio. Os três fazem curso técnico de nível médio de olho na demanda da agropecuária por profissionais qualificados. Também têm em comum a origem rural e pretendem, com a capacitação, voltar ao campo.
Mesmo com uma rotina puxada, acordando por volta das 4h30min e dormindo cerca de meia-noite, Danuza ainda encontra tempo para estudar. Além do curso técnico em agronegócio, ela faz Matemática. “Termino neste ano”, diz, em relação à graduação. Mas, em seus projetos, não está apenas o trabalho na educação. “Se possível, vou conciliar a atividade no campo com as aulas de Matemática”, afirma, explicando que essa conciliação não seria tão difícil na cidade onde mora, Maracaju, em razão da forte característica rural do local.
Em se tratando do campo, o projeto de Danuza é ajudar na gestão da propriedade do pai, médio agricultor, e de outros produtores da região. A combinação de seus conhecimentos – Administração, Matemática e Agronegócio – será importante nesse propósito. Além do objetivo de colaborar na melhoria das propriedades, Danuza também pretende, com os estudos em gestão em agronegócio, ficar mais tempo no campo, onde tem suas raízes. “Meu pai é agricultor e eu fui criada na área rural, conta.
A reportagem de Osvaldo Júnior está na edição de hoje (19) do jornal Correio do Estado.