A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cortou sua projeção para o crescimento econômico global neste ano e piorou a estimativa de contração do Brasil.
Ao mesmo tempo, a instituição diz esperar que os preços mais baixos do petróleo garantam uma recuperação global gradual, mesmo que os investimentos fracos continuem sendo uma preocupação.
O crescimento global continua sendo impulsionado por políticas bastante expansionistas de bancos centrais nas grandes economias desenvolvidas e em muitos lugares fora dos Estados Unidos por um dólar mais forte, o que torna as exportações de regiões com outras moedas relativamente mais baratas.
A OCDE reduziu sua estimativa de crescimento global em 2015 para 3,1%, ante expansão de 3,7% projetada em novembro.
A organização disse esperar um aumento no ritmo do crescimento global de PIB (Produto Interno Bruto) para 3,8% em 2016, com a forte taxa de expansão do PIB da China dos últimos anos desacelerando para 6,8% em 2015 e 6,7% em 2016, ante 7,4% no ano passado.
Em relação ao Brasil, a estimativa agora é de uma contração de 0,8% este ano, contra queda de 0,5% prevista anteriormente. Para 2016 a OCDE vê um crescimento de 1,1%, contra 1,2% antes.
O crescimento dos Estados Unidos, que desacelerou consideravelmente no começo de 2015, agora é estimado em 2% para o ano, ligeiramente abaixo da taxa de 2,2% do ano passado, antes de acelerar para 2,8% em 2016.
Auxiliados pelo petróleo mais barato, as compras de ativos pelo BCE (Banco Central Europeu) e a alta na taxa de câmbio do dólar, os países da zona do euro devem registrar crescimento do PIB de 1,4% neste e ano e de 2,1% no ano que vem, segundo a OCDE.
Políticas monetárias ultra expansionistas de banco centrais têm ajudado as economias europeias e dos EUA, e também a do Japão, onde a expansão do PIB neste ano deve atingir 0,7%, antes de subir a 1,4% em 2016.