Com três anos de casados, Flávia e Rogério Souto decidiram dividir não só a vida afetiva, mas também a profissional. Os dois são sócios em uma empresa especializada na venda de expositores para lojas, uma parceria que já dura 17 anos. “É muito bom você olhar hoje e ver que tudo que almejamos está dando certo e foi construído por nós. Juntos, nós nos tornamos fortes”, diz Flávia, 42 anos.
A decisão de compartilhar não só o lar, mas também o espaço de trabalho é receita de sucesso profissional entre empresários de Campo Grande. Assim como acontece no casamento, a parceria nos negócios apresenta prós e contras, além de uma caminhada de aprendizados, com erros e acertos.
Para Flávia e Rogério, a opção também pela parceria profissional foi no início do casamento, quando tinham recém-mudado para a Capital, e o desejo de abrir o próprio negócio virou realidade. “Eu fazia as vendas externas e precisava de alguém para ficar no escritório”, conta Rogério, 38 anos. Flávia completa, dizendo que a proposta parecia boa: poderem ficar juntos e serem donos de uma empresa.
Junto e misturado
“Tudo é junto e misturado. O que é dele é meu, e o que é meu é dele”, frisa Liege Gonçalves, 43 anos, casada com Darlan, 45. A “mistura” bem feita é o alicerce do casal para sustentar a união de 21 anos, que há três anos foi incrementada com a parceria no comércio de sapatos femininos. Na casa dos dois, as tarefas são todas divididas, seja na hora de sair para vender sapato, seja para fazer a faxina e cuidar dos filhos, de 16 e 3 anos.
A parceria empreendedora começou meio que por acaso. Ela já era vendedora autônoma desde 2008, mas ele era dentista. Os papéis se mesclaram quando Liege estava prestes a dar à luz ao segundo filho, que hoje tem 3 anos. “Precisava entrar de licença, mas não tinha como deixar meus clientes, então, ele começou a me ajudar”, conta.
*A reportagem, de Paula Vitorino, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.