Um trampolim da trajetória acadêmica para a profissional. Foi esse o papel do estágio para a carreira do professor de matemática Diego Bertolazi Faria, de 28 anos. Ele entrou na escola que hoje é funcionário pela porta de uma vaga para estágio obrigatório, sem remuneração, ainda no terceiro semestre da faculdade. Um ano depois foi promovido a professor-auxiliar, com salário, e ao concluir a graduação recebeu a proposta de ser efetivado como titular.
“É a sua postura desde estagiário que conta. É uma empresa, então, é normal que façam isso. Eu era observado no estágio, viram que eu tinha vocação para ser professor e, então, fui efetivado no colégio depois de formado”, ressalta.
Ele lembra que foi procurar o estágio porque era obrigatório dentro da graduação, mas que a atividade acabou se tornando uma oportunidade para complementar a renda e o conhecimento. “Como era obrigatório, no início não recebia, mas depois veio a oportunidade de continuar como auxiliar, com remuneração. O estágio é enriquecedor porque mesmo tendo os professores competentes na universidade, é no estágio que você vai passar por todos os tipos de situações em sala de aula e vai aprender na prática”, frisa.
*A reportagem, de Paula Vitorino, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.