A sombra de uma árvore em Anastácio, cidade pantaneira a 126 quilômetros de Campo Grande, foi o local de uma revolução silenciosa: mulheres, vítimas de violência doméstica, iniciavam, a partir daquele lugar, a gestação de empreendedoras.
Juntas, elas deram à luz a Associação de Mulheres Independentes na Ativa (Amina), entidade que usa a geração de renda como instrumento para o enfrentamento de violações de direitos.
A associação oferece cursos diversos a outras mulheres, que tiveram seus direitos violados, e produzem e vendem artesanatos e doces feitos de frutas do Cerrado. Atualmente, as mulheres da Amina, também conhecidas como “marruás pantaneiras”, expandem seu comércio através da internet.
“O grupo começou há 11 anos. A gente estava trabalhando em campanha política, panfletando na rua. Eu e outras mulheres fomos descansar embaixo de uma árvore e começamos a conversar. Eram cinco mulheres e, por incrível que pareça, todas eram vítimas de violência doméstica", contou Nilma Infran, coordenadora e uma das fundadoras da Associação.
*Leia reportagem, de Osvaldo Júnior, na edição deste domingo (20) do jornal Correio do Estado.