O momento é delicado no que diz respeito a geração de empregos no país. Só em Mato Grosso do Sul, 11.561 pessoas foram demitidas em 2015 e não há perspectiva de mudança deste cenário em 2016. A orientação tanto para as pessoas recentemente destituídas do cargo quanto para as que estão trabalhando é a mesma: economizar.
Professor de Gestão Financeira da Uniderp e consultor, Fabrício Viegas alerta para os cuidados que devem ser tomados assim que a pessoa tem acesso ao dinheiro da rescisão do contrato de trabalho. “O que a gente vê são pessoas resgatando o dinheiro do acerto, do fundo de garantia, entrando com pedido de seguro-desemprego e gastando a seu bel prazer. É preciso ter em mente que esse dinheiro deverá ser suficiente para viver até arrumar outro emprego”.
Para aqueles que têm débitos em atraso a dica é quitar para evitar o aumento dos juros. O restante deverá ser poupado para ser utilizado em casos de emergência. “Esse dinheiro não é um complemento. O salário da pessoa passa a ser o valor do seguro-desemprego”.
Depois do período de organização das finanças, a ideia é sair em busca de novas oportunidades. “Se houver a necessidade a pessoa deve fazer um curso de reciclagem que já é uma vitrine e uma oportunidade para ser recolocado no mercado de trabalho”.
OUTRAS DICAS
Coordenadora do grupo de intermediação de mão de obra e recursos humanos Vitória Humana, Elenara Baís afirma que a elaboração de um bom currículo é um dos primeiros passos que devem ser tomados para o retorno ao mercado de trabalho.
Segundo ela, o documento deve apresentar transparência, objetividade e clareza e pode ser feito em mais de uma versão para ficar mais adequado à empresa e ao cargo desejado. “Número do CPF e filiação não são informações necessárias. O profissional de RH vê e já sabe quando a pessoa está 'enchendo linguiça'”. Elenara pontua que duas páginas são suficientes para expor as informações necessárias.
Incluir referências profissionais e pontuar o “legado” deixado em cada empresa também é um diferencial. Além disso, Elenara diz que “uma pessoa precisa construir uma boa história, uma rede de contatos, porque, em momentos difíceis como os de crise financeira, o que salva são os vínculos que o profissional estabeleceu ao longo da história.