A combinação de série de fatores – disparada do dólar, aumento do custo de produção, elevação da carga tributária, redução da atividade industrial, juros altos – pressiona o avanço da inflação para patamares históricos e alarga a relação de produtos e serviços com majorações expressivas de preços.
Em Campo Grande, no topo do custo de vida estão 83 itens, que encareceram acima da inflação geral, acumulada, em 2015, em 11,82%, a maior variação desde 2003 e muito acima do teto da meta do Banco Central, de 6,5%. Dos líderes inflacionários, a energia elétrica, a carne bovina e os combustíveis foram os que mais pesaram no orçamento das famílias campo-grandensenses.
Levantamento do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Universidade Anhanguera Uniderp, elaborado a pedido do Correio do Estado, mostra que, por item, a inflação da Capital acumulou alta de até 111,65% de janeiro a de-zembro do ano passado – este é o caso da cebola. Além desse produto, outros 45 alimentos estão na relação dos que apresentaram altas acima da inflação.
Nesse grupo, 14 são cortes de carne bovina, cujo impacto no orçamento doméstico é o mais acentuado entre todos os alimentos, em razão do preço e da demanda de consumo. Os cortes que mais encareceram foram os seguintes: costeleta fresca (44,93%), costela ripa (39,28%), cupim (35,49%), músculo (30,32%), bisteca (28,31%), contra-filé (22,72%), paleta (22,34%) e filé mignon (22%).
*A matéria completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.