No alvo dos consumidores, Ponta Porã e Corumbá, localizadas nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, respectivamente, estão com a economia aquecida. A alta do dólar no Brasil vem proporcionando uma corrida de consumidores paraguaios e bolivianos ao comércio dos municípios de fronteira que vão em busca não só de produtos para consumo próprio como também para revenda.
Nessas regiões o número de empregos recuperou, conforme os presidentes dos sindicatos dos comerciários de Ponta Porã e Corumbá. “Estamos vivendo uma boa temporada de vendas aqui na fronteira com o Paraguai. Se do lado vizinho, o comércio teve drástica queda em função da alta do dólar, no lado brasileiro o efeito da nossa crise econômica foi ao contrário, as vendas se aqueceram e isso atraiu consumidores paraguaios às nossas lojas e supermercados”, afirmou Divino José Martins, presidente do Sindicato dos Comerciários de Ponta Porã – Sec/PP.
Divino afirma que, em Ponta Porã não houve desemprego com a crise econômica que se instalou no Brasil desde o ano passado. “Pelo contrário, creio até que houve contratação de novos profissionais para suprir a demanda das lojas por atendimento a clientes paraguaios que chegam diariamente para suas compras”, pontuou.
A cidade emprega em torno de 2,5 mil comerciários, sendo que em torno de mil são do setor de alimentação.
A chegada dos bolivianos ao comércio corumbaense recuperou os 5,5 mil empregos existentes no setor e proporcionou até a contratação de alguns mais, principalmente na área de alimentação.
“Diariamente, são dezenas de bolivianos que invadem nosso comércio, comprando de tudo e não só para consumo próprio, mas também para a revenda de nossos produtos nas cidades bolivianas”, destacou Orlando Terredor, presidente do Sec Corumbá (Fetracom e Força).