Sem acordo sobre as dívidas estaduais, o presidente interino, Michel Temer, adiou reunião programada para amanhã (9) com os governadores do país.
A ideia inicial era realizar encontro para anunciar uma alternativa que diminuísse as dívidas bilionárias de Estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que têm encontrado dificuldades em quitar até mesmo a folha de pagamento do funcionalismo público.
Hoje, durante audiência com o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, o peemedebista disse que pretende ter uma definição na semana que vem e que o tema ainda está sob análise do ministro Henrique Meirelles (Fazenda).
Com a indefinição, a proposta é que o encontro também fique para a próxima semana. Amanhã (9), o peemedebista deve se reunir apenas com os governadores de Tocantins, Marcelo Miranda, e Pará, Simão Jatene.
No encontro, o governador gaúcho defendeu um tratamento diferenciado das dívidas estaduais, respeitando a realidade e a urgência de cada Estado.
"Não dá para fazer tudo separado, somos uma federação. Me coloco ao lado de todos os outros Estados. Mas há situações totalmente diferenciadas e alguns Estados tem que ter tratamento diferenciado, não para ter privilégios", afirmou Satori.
CARÊNCIA
O governador disse ainda acreditar que o presidente interino chegue a uma solução negociada e explicou que propôs um pedido de carência de dois anos para o pagamento da dívida.
Ele defendeu ainda projeto na Câmara dos Deputados que altera o indexador das dívidas estaduais de IGP-M mais 6% para IPCA mais 4%. Ele pregou também que a alteração seja retroativo, revendo todo o passivo da dívida.
MATO GROSSO DO SUL
O Estado conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) liminar para que a taxa de juros fosse diminuída, com a conseguente redução da dívida que atualmente está em quase R$ 7 bilhões. O novo valor caiu para R$ 1,584 bilhão.
Como a medida não é definitiva, o governo aguarda definição da União ou o julgamento do mérito.
"Como o Supremo deu 60 dias de prazo para acertarmos o entendimento, nós governadores dos 27 estados levaremos uma proposta para equacionar um entendimento com a União, para que a gente possa alongar essa dívida, diminuir o desembolso e poder aplicar mais estes investimentos em favor da população dentro dos nossos estados", disse Reinaldo Azambuja em agenda pública realizada em 14 de maio.