O protesto dos caminhoneiros ganhou, ontem, contornos mais pesados, após o governo federal autorizar agentes do Exército, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e da Polícia Militar a desobstruir rodovias, inclusive, entrando nos caminhões para retirá-los até mesmo dos acostamentos. A medida caiu como uma “bomba” sobre os manifestantes e dividiu opiniões de entidades ligadas à economia estadual. Os posicionamentos vão de “exagero” a sugestão de cautela e melhor avaliação das propostas do governo. Confira abaixo as opiniões de entidades ouvidas pelo Correio do Estado.
Comércio
Para o presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo, a reivindicação dos caminhoneirose é pertinente e necessária, a fim de que sejam discutidas as políticas governamentais de reajuste de preço. “Os aumentos são abusivos e encarecem toda a cadeia de produção, chegando a onerar, ainda mais, o empresário do comércio, que já opera com margens ínfimas por conta da alta carga tributária”.
Agropecuária
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) apoia a paralisação dos caminhoneiros, desde o primeiro dia, por entender que é legítima e uma forma de pressionar a revisão da política de preços do óleo diesel. A federação, contudo, pede às lideranças do movimento de paralisação que mantenham a liberação da passagem de caminhões que estejam transportando produtos perecíveis, cargas vivas, ração e medicamentos.
* Leia a reportagem, de Rosana Siqueira, na edição deste sábado/domingo do jornal Correio do Estado.