Com aumento expressivo de vendas em Campo Grande e em Mato Grosso do Sul, o setor do varejo de veículos comemora retomada econômica graças às taxas de juros baixas e aumento da confiança dos consumidores. Segundo relatório da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as comercializações de veículos subiram 42,3% em julho deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano passado.
De acordo com representantes de vendas de concessionárias da Capital, os juros e as condições cada vez mais atrativas são principal motivo do crescimento das vendas. “O público está se sentindo mais confiante para trocar seu veículo. Isso se deve muito em função dos preços promocionais, das taxas promocionais e da valorização do seminovo na hora da troca”, define Carlos Villa Maior, gerente de vendas da concessionária Perkal Chevrolet.
Outra motivação para o campo-grandense investir em um novo automóvel tem sido os preços caros dos combustíveis. Segundo relatório mais recente da Agência Nacional de Petróleo, o valor da gasolina está, em média, R$ 4,11 na Capital; já o etanol tem sido vendido por média de R$ 3,44 e o diesel por R$ 3,10.
Em decorrência dos gastos para abastecer, Villa Maior relata que muitos consumidores enxergam vantagem em investir em um carro com tecnologia que propicie motorização mais econômica. Algumas linhas de automóveis têm motor que é até 22,5% mais econômico.
“Para quem está sentindo a alta do preço do combustível, está valendo a pena trocar seu seminovo por um novo mais econômico. Essa economia no abastecimento acaba ajudando a pagar a diferença da troca”, explica.
Em outra concessionária da Capital, na Guará Renault, o diretor comercial Jean Rodrigo Clemente explica que as vendas aumentaram 16% no último mês. O principal motivo? Taxas de juros mais baixas do que nunca.
“Nosso modelo mais vendido tem uma taxa de juros de 0%, com entrada de apenas 35 meses e parcelamento de até 48 meses. Essas condições eram muito difíceis de se imaginar há um ano, por exemplo”, pontua Clemente.
“As taxas estão realmente baixíssimas. Toda a nossa linha está com taxa zero de juros e o cliente tem a opção de começar a pagar a partir de novembro”, complementa Villa Maior, que explica os possíveis motivos para os bancos oferecerem condições tão vantajosas para os clientes.
“A taxa Selic se estabilizou em 6,5%, sendo a mais baixa dos últimos tempos. Por isso, os bancos tiveram de reduzir suas taxas para atrair o consumidor”, avalia.
ANO
Além disso, outro fator que chama atenção é o período médio que o brasileiro leva para trocar de veículo, que é de 33 meses, segundo Clemente. Há 33 meses, o País ainda passava por um dos momentos mais críticos da recessão econômica. Por isso, atualmente, com a recuperação econômica, vem aumentando o número de campo-grandenses que buscam trocar de automóvel.
“E podemos acrescentar ainda que, hoje, dependendo da quantidade de meses que a pessoa já pagou, compensa refazer o financiamento e conseguir uma parcela com o mesmo preço, mas por um carro novo. Afinal, há dois anos, por exemplo, a taxa de juros estava, em média, a 2,3%”, comenta o diretor comercial da Renault.
“Às vezes, a pessoa chega aqui e nem tem tanta vontade de comprar, mas, quando faz a simulação com uma taxa de juros de 1,17% e sem entrada, acaba fazendo a compra”, revela.
“No geral, este ano está muito melhor do que o ano passado”, finaliza Villa Maior.